"Enquanto não conseguirmos suprimir qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero."
Antonin Artaud

terça-feira, 20 de maio de 2008

O Poema e a Água

As vozes líquidas do poema
convidam ao crime
ao revólver.

Falam para mim de ilhas
que mesmo os sonhos
não alcançam.

O livro aberto nos joelhos
o vento nos cabelos
olho o mar.

Os acontecimentos de água
põem-se a se repetir
na memória.

(Poema do livro "Pedra do Sono", João Cabral de Melo Neto)



As imagens criadas por Cabral, numa eterna meta-poesia, me fazem tê-lo como o poeta.

marcus.

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