"Enquanto não conseguirmos suprimir qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero."
Antonin Artaud

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Michael Haneke - Das Weisse Band - Vencedor da Palma de Ouro de Cannes, 2009


Diretor: Michael Haneke

CANNES – O polêmico diretor austríaco Michael Haneke, de "A Professora de Piano", voltou hoje a Cannes com um dos filmes favoritos a conquistar a Palma de Ouro, "Das Weisse Band", que mistura sociologia e sobriedade apavorante e que acabou ofuscando o também ótimo "À l'origine", de Xavier Giannoli.

Cena do Filme "Das Weisse Band"

O Festival de Cannes entra na reta final acelerado: dois filmes longos - duas horas e meia cada -, belos e muito diferentes entre si, mas de altíssimo nível social, filosófico e, principalmente, cinematográfico.

Iconoclasta e revolucionário, em várias ocasiões Haneke descreveu a si mesmo como um otimista que acredita que o espectador reagirá aos golpes secos do cinema que faz: "Todos os meus filmes falam da violência, refletem sobre sua representação", disse hoje em entrevista coletiva.

Dois anos após estender sua mensagem aos Estados Unidos, voltando a filmar em inglês o ofensivo "Violência gratuita" (1997), com "Das Weisse Band" o cineasta aposta no alemão - após um prolongado idílio com o cinema francês.

Com isso, ele resolve com precisão cirúrgica e amargura poética o retrato em preto-e-branco de uma comunidade alemã nos prefácios da Primeira Guerra Mundial.

O diretor de "Caché" (2005), pelo qual recebeu em Cannes o prêmio de melhor cineasta, se serve deste microcosmos que parece mais digno de Bergman ou Dreyer para retratar "com distância, evitando o naturalismo", as devastadoras consequências dos rígidos padrões morais e sua projeção sobre as novas gerações.

"Os princípios absolutos são, em si mesmos, desumanos e, em algumas ocasiões, se traduzem em terrorismo", refletiu o diretor.

(..)continua...

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(Reportagem de Mateo Sancho Cardiel)





marcus de barros.

2 comentários:

marcus. disse...

Premiação 62º Festival de CANNES - 2009


Palma de Ouro
Das Weisse Band / Alemanha (de Michael Haneke)

Grand Prix
Un Prophète / França (de Jacques Audiard)

Melhor Direção
Brillante Mendoza / Filipinas (pelo filme Kinatay)

Melhor Roteiro
Lou Ye / China (pelo filme Chun Feng Chen Zui De Ye Wan)

Melhor Atriz
Charlotte Gainsbourg / França (pelo filme Anticristo)

Melhor Ator
Chrstoph Waltz / Áustria (pelo filme Bastardos Inglórios)

Prêmio do Júri
Bak-Jwi / Coréia do Sul (de Park Chan-Wook)

Menção Especial
Fish Tank / Inglaterra (de Andrea Arnold)

Prix Vulcain
Map of the Sounds of Tokyo / Espanha (de Isabel Coixet)

Prêmio Especial
Les Herbes Folles / França (de Alain Resnais)

Palma de Ouro - Curta-metragem
Arena / Portugal (de João Salaviza)

Menção Especial (curta-metragem)
The Six Dollar Fifty Man / Nova Zelândia (de Mark Albiston e Louis Sutherland)

marcus. disse...

com destaque de curiosidade de minha parte, para acompanhar os novos trabalhos dos diretores de quem tanto aprecio as obras de arte - películas:

Das Weisse Band - Michael Haneke, por já ter eu assistido o seu Funny Games - Violência Gratuita e Cachè e gostado muito da maneira de Haneke tratar a violência nua e crua, como ela é na realidade.

Anticristo - Lars Von Trier, na verdade, acho que o nome de Von Trier e seus filmes como Os Idiotas, Dogville e Dançando no Escuro dispensam qualquer comentário sobre a genialidade da obra.

Inglorious Basterds - Bastardos Inglórios - Quentin Tarantino, quem assistiu Pulp Fiction não pode deixar passar mais nada de Tarantino, só pra ver se ele atinge novamente aquele patamar, e no caso deste filme novo, será muito bom ver soldados matando nazistas, numa perspectiva inversa da maioria dos filmes sobre nazismo.

Bak-Jwi - Thirst (Sede) - Chan-wook Park, pela genialidade singular e chocante do diretor de Senhora Vingança e Oldboy.