"Enquanto não conseguirmos suprimir qualquer uma das causas do desespero humano, não teremos o direito de tentar a supressão dos meios pelos quais o homem tenta se livrar do desespero."
Antonin Artaud

terça-feira, 16 de dezembro de 2008





saudações ao velho ateu, demasiado lúcido a quem tanto admiro.
aplausos calados e palavras mudas ao blog que ele mantém a partir do pedido de algum familiar mais ligado a rede da internet.
as palavras colocadas lá são de um valor incomensurável.
josé saramago, caderno de josé saramago, http://caderno.josesaramago.org/

lá encontrei isso, na data de ontem:

Borges

Dezembro 15, 2008 by José Saramago

Maria Kodama voltou a Portugal, desta vez para assistir à inauguração de um monumento a Jorge Luis Borges. Havia bastante público no Jardim do Arco do Cego, onde a memória foi implantada. Uma banda filarmónica tocou o hino deArgentina e também, não o hino nacional português, mas o hino da Maria da Fonte, expressão musical da revolução a que foi posto esse nome por alturas de 1846-47 e que ainda hoje continua a ser tocada em cerimónias civis e militares. O monumento é simples, um bloco vertical de granito da melhor qualidade no qual se abre um vão onde uma mão dourada, molde directo da mão direita de Jorge Luis Borges, segura uma caneta. É simples, evocativo, muito preferível a um busto ou uma estátua em que nos cansaríamos a procurar semelhanças. Improvisei umas quantas palavras sobre o autor de Ficções, a quem continuo a considerar como o inventor da literatura virtual, essa sua literatura que parece ter-se desprendido da realidade para melhor revelar os seus invisíveis mistérios. Foi um bom princípio de tarde. E Maria Kodama estava feliz.












marcus.

3 comentários:

Gilson disse...

Agradeço pelos emails. Com particular curiosidade sobre esse noo album de frusciante... é esperar pra ver. Abraço!

Gilson disse...

e a foto muito me parecia Albert Hoffman.

Peixe Bola disse...

frusciante cresce.
nós também.



marcus.